Arquivado em: It's Always Sunny in Philadelphia

Olha, eu juro que tentei gostar tanto quando a Fer ou o Eric. It’s Always Sunny in Philadelphia tem idéias muito boas aqui e li, mas na maioria das vezes, não chega a ser engraçado a ponto de me fazer cair na risada.
O primeiro episódio já me deixou trocando orelha. Um programa cujo principal mote é o fato de seus personagens serem politicamente incorretos mostra no piloto eles lidando com gays e negros? Parece que eles andaram lendo alguma apostila desse subgênero. Em seguida, um deles precisa lidar com uma criança extremamente irritante, mas em nenhum momento ele levanta a mão para o pirralho, nem off camera. Bem menos transgressor que o esperado.
Felizmente, os roteiros emendam uma série de acertos depois disso: em Underage Drinking: A National Concern, toda a turma engata numa Regressão Associativa (ou revertigo, como diria Marshall). Logo após, Charlie desperta a compaixão das pessoas ao dizer que tem câncer. No episódio seguinte, os amigos ficam felizes da vida ao comprar uma arma (e de brinde tem Michael Rosenbaum com cabelo mostrando que deveria fazer mais comédias). E pra encerrar a boa fase, os donos do Paddy (Dennis em particular) conseguem tirar proveito da morte de um cliente dentro do estabelecimento. Mesmo o último episódio sendo um pouco inferior, fui animado assistir a segunda temporada, com direito a Danny DeVito e tudo.
E então, bocejos. Dá pra contar nos dedos o número de risadas que dei. A fórmula cansou numa velocidade assombrosa.
Tudo parece muito melhor pensado do que executado (e nem falo do trato de imagem extremamente simples - nem toda comédia é The Office ou How I Met Your Mother). Na maioria dos casos, os títulos são mais engraçados que os episódios em si (mas justiça seja feita, os títulos são excepcionais, impossível não rir da primeira vez que se lê coisas como Mac Bangs Dennis’ Mom ou Charlie Gets Crippled). Ou seja, não basta apenas ser incorreto, você precisa ser criativo na hora de contar a piada, já diria Larry David.
A entrada de DeVito denunciou um outro problema. Todos os personagens tem a mesma personalidade. Eu sei quem é quem porque todo mundo é bem diferente fisicamente (especialmente DeVito). Mas ler um roteiro do programa deve ser um inferno. Outra característica que une a tchurma é a falta de timing cômico. Verdade seja dita, eles nem são bem atores (porra, Charlie, chega de dar gritinhos em todos santo episódio, ok?). Talvez por isso eles tenham chamado Danny, mas até agora ele não fez nada demais (e voltamos para o problema do parágrafo anterior), o que é bem grave, já que ele estava hilariante como um stripper em Friends.
Provavelmente verei o terceiro ano, mas não agora. Quero muito que melhore.
PS: a musiquinha de abertura é ótima.
3 Comentários até o momento
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Pelo que vi, achei nhé também.
Comentário de Gustavo Cruz 30 Abril, 2008 @ 7:35 pmÉ isso aí mesmo. Tanto que quando você pensa nas situações depois é muito mais engraçado do que foi na hora.
E o Charlie me irritou na segunda temporada. Mto chiliquento. A Sweet Dee em compensação…
Comentário de feliperezende 30 Abril, 2008 @ 11:17 pmAhhhhhhh!!!!
Mas isso que o felipe disse é verdade. Várias vezes me peguei rindo bem depois com algumas situações …
Comentário de Eric Fernandes 4 Maio, 2008 @ 12:07 pm