Desde que me conheço por expectador de televisão, a HBO sempre foi sinal de vanguarda. Suas séries dispensam apresentações. Mas num espaço de pouco mais de um ano, seus principais dramas (Família Soprano, Deadwood, Six Feet Under e The Wire) acabaram. A emissora se mexeu, tentando levar em conta o seu famoso legado. As séries mais recentes do canal incluem:
- Big Love - outra família desajustada? Nem passei do piloto.
- Roma - outro drama histórico? Tentaram pegar carona no sucesso de Deadwood. Cheguei a ver quase toda, mas isso foi numa época em que minha paciência era um pouco maior.
(ok, essas duas tão bem longe de seremmuito originais).
- John From Cincinatti – uma família desajustada (…) de surfistas (…) que fala como se estivesse no velho oeste americano (…). Muito obrigado por nada, David Milch.
- Tell Me You Love Me – eu tenho um amigo que adora aqueles filmes independentes americanos onde o pessoal só pensa em fazer sexo. Não é surpresa que ele tenha gostado muito desse aqui. Mas eu não passei do primeiro aqui também. Se apropriar de um clichê (mesmo que recente e não-hollywoodiano) não soa legal pra HBO.
- Flight of the Conchords – não gostei dessa também, apesar de ter assistido o piloto em um dia ruim. Mas uma comédia-musical onde as músicas não são engraçadas nunca é um bom indício.
E então veio In Treatment. Reconheço, a sinopse não é muito animadora. Remake de série israelense (!) onde um terapeuta (err…Sopranos?) se encontra cada dia com um paciente diferente (Diário? Não é por causa disso que eu assisto seriado ao invés de novela?), tudo sempre no mesmo cenário.
Apesar de reunir alguns ingredientes não muito cativantes, a coisa toda funciona muito bem. Os 43 episódios (assisti 9 só nesse domingo) são curtos, e se você já está acostumado com séries onde a principal preocupação não são cenas de ação ou coisas do tipo, nem vai sentir o tempo passar.
O elenco é uma mistura de rostos experientes como Dianne Wiest e Gabriel Byrne (fantástico em todas as suas pausas e inflexões), novatos (a tal de Mia Wasikowska é um achado) e os famosos ’sempre te conheci, nunca soube que você atuava tão bem’ (quem te viu, quem te vê, Melissa George).
Tudo isso num cenário que não deve medir mais que 30 metro quadrados. Meus parabéns, Rodrigo Garcia. E parabéns HBO, por não parar de arriscar.
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Ainda sobre a HBO, as novas séries previstas pelo canal incluem o novo drama de vampiros (here we go again…) criado por Alan Ball e a adaptação da graphic novel Preacher. Eu tô contando os minutos pra essa, principalmente porque essa vai ajudar a quebrar aquele paradigma de HQ = história ‘do bem’. E quebrar paradigmas tem tudo a ver com HBO.




bem, concordo contigo menos em ROME pois a segunda temporada da série é 5* estrelas.
To muito ansioso por Preacher também!
Grande abraço,
Beck
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