Quem conhece a trajetória de Ronald D. Moore sabe que ele não possui nenhuma predileção por finais felizes. Ao contrário, ele aprecia desfechos sombrios que deixam o expectador com a pulga atrás da orelha.
E qual não foi a minha surpresa ao ver que o Sepinwall fez a mesma associação que eu sobre os segundos derradeiros do episódio. Aliás, nós concordamos em aproximadamente 92,39% sobre esse primeiro arco da quarta temporada de Battlestar Galactica que se encerrou na última sexta. Esse foi o principal motivo pra eu não ter escrito sobre a série ultimamente. É só ir ao blog dele pra ler algo muito similar aos meus pensamentos e com uma argumentação muito superior.
Os primeiros quatro ou cinco episódios de 2008 foram totalmente cadenciados, pra não dizer lentos. Não seria exagero afirmar que aconteceram mais coisas nos minutos finais de Crossroads, Part 2 do que nessas 5 primeiras horas. Mas isso foi um mal (?) necessário. Era necessário ver o conflito e a confusão entre os recém descobertos cylons, assim como precisávamos ter a sensação de que a missão de Starbuck em busca da Terra parecia não levar a coisa alguma.
Depois disso, as coisas começam a andar. A saúde de Laura Roslin se deteriora, uma guerra cívil entre os cylons se inicia e parte dele se une aos humanos em busca do lar da décima terceira tribo.
E então chegamos a Revelations. Como o próprio título sugere, a identidade dos 4 Final Five já conhecidos pelos expectadores foi escancarada para toda a frota. E a mão do quarteto foi essencial para que o Planeta Prometido fosse finalmente encontrado.
Alguns comentários aleatórios sobre o episódio:
- Edward James Olmos me destruiu completamente naquela cena. Quer dizer, me destruiu denovo. Ele já deve ter feito isso comigo pelo menos uma dezena de vezes durante a série.
- Plano-sequência fudido aquele da última cena, hein?
- Trilha (mais uma vez) magistral de Bear McCreary. Cada vez que ouvia um acorde de All Along the Watchtower,eu dava uma risadinha de satisfação.
- Então parece que o Lee virou homenzinho agora. Tomara que ele consiga um material melhor ainda pra trabalhar nessa reta final da série, o Bamber é um baita ator (só pra terem uma idéia, o cara tem um sotaque britânico tão carregado quanto o do Hugh Laurie, e consegue disfarçar tão bem quanto ele).
- Mesmo que o episódio como um todo e a cena final em específico tenham cara de conclusão, ainda restam váááááárias questões sem resposta. A que mais me interessa é justamente a que foi levantada por Adama: como Tigh pode ser uma torradeira se ele é conhecido do Almirante a mais de três décadas?
Será uma longa espera até 2009.
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PS: céus, agora to copiando até a estrutura dos textos do Sepinwall.
PS2: parece que a series finale, escrita por Moore, e cujo roteiro anda recebendo elogios rasgados de todo mundo será expandida em um episódio duplo. Isso sem contar os telefilmes que aparentemente serão confirmados a qualquer momento. Mas podem respirar aliviados, eles serão prequels, assim como Razor. O final da série será o fim definitivo da saga e ponto final.




[...] * Este texto foi publicado originalmente no weblog Cavalca´s Blog. [...]
Episódio com certeza fantástico .
Adoro essa foto de BSG que está no banner.
Hei, visita meu blog. Tb é de séries e estou procurando parceiros para fazer linkagens.
Se chama box fechado e tb é sobre séries. Abração!
Opa , muito bom blog bem informativo.
tenho um blog de séries tambem ,
será que podemos fazer uma parceria de links?
Continue sempr att ;