O Curioso Caso de Benjamin Button (David Fincher) – Um bom e velho pastel de vento. Altamente constrangedor o Fincher ser indicado ao Oscar por esse aqui ao invés de algum dos seus filmes anteriores (e com um agravante: Zodíaco e Seven são muito mais Academy-friendly do que, digamos, um Extermínio ou Paranoid Park). Brad Pitt decente, mas novamente, nada comparado às outras parcerias deles com o diretor. Parte técnica não e nada demais. E as comparações com Forrest Gump são meio preguiçosas, né? Ponto alto do filme é o Benjamin narrando o acidente (“se tal coisa não tivesse acontecido”). Só.
O Lutador (Darren Aronofsky) – Filmão. O melhor dessa safra do Oscar (Batman e WALL-E não contam). Tirando o tique do diretor de ficar filmando o pessoal de costas com a câmera na mão, não tenho nada a reclamar. Pra quem tava fazendo o Wolverine engolir leite de pau a coisa de dois anos atrás, é uma evolução notável. Mickey Rourke fudidamente bom. Ele fez o que eu duvidava: igualou o nível do Frank Langella em Frost/Nixon. E a Tomei é uma tiazona altamente pegável, hein. Momento genial: NINTENDINHO! Outra cena foda foi ele entrando na padaria do supermercado pra trabalhar pela primeira vez. E ganha pontos extras por terminar no momento perfeito.
Dúvida (John Patrick Shanley) – Ugh, medíocre. A melhor coisa não são nem as atuações como todos dizem, mas sim o casting em si. Já que o trio principal já cansou de oferecer trabalhos melhores. Amy Adams voltou a fazer a jovem inocente (depois de já ter feito um papel diferente no divertido Miss Pettigrew Lives for a Day, inédito no Brasil). Meryl Streep interpreta uma bruxa-má saída de um desenho da Disney (cena constrangedora do ano: trovão logo após ela dizer “Sim”). Tá, o PS Hoffman tá bem (mas é menos pela composição dele e mais pela cara de padre pedófilo que ele tem mesmo) e a Viola Davis meio que rouba o filme em uma cena, mas nada que tenha me impressionado. A fotografia (do Deakins!) é feia, não conseguindo perder o ranço de adaptação de peça de teatro. E pelamor, orquestrar todo o filme em torna do tipo de estratégia usada pela personagem da Streep em pleno século XXI é o ó. Que indacassem o roteiro do Batman, e não esse troço.



Você sabe que também adorei “O Lutador” e certamente é o melhor dos oscarizáveis (tirando “Batman” e “WALL-E”, que como você mesmo disse não contam). O final é tudo o que eu poderia esperar de um filme de alto nível. “Benjamin Button” é bem bom e tem esse momento genial do acidente, mas só merecia as indicações técnicas. Vejo “Dúvida” logo mais…
Rá. Tão atrasada que vi apenas O Curioso Caso de Benjamin Button.
Na corrida pra ver tudo antes do Oscar. Será que eu consigo?
Dá sim. Segunda nós vamos a São Leopoldo ver o A TROCA. Já fique sabendo.
Olá,
eu não sei se seu blog conta com uma sessão onde os leitores fazem perguntas a respeito de série, mas se você puder me responder a essa, eu agradeço, por onde devo começar a assistir Buffy, a caça-vampiros??
Pelo fime de 1992 também roteirizado por Joss Whedon, ou pelo piloto propriamente dito??
Agradeço desde já….
Voce percebeu a Igreja Universal no fundo de uma das cenas de The Wrestler?
Sim, Gustavo. A IURD é multinacional faz tempo já.
Carol, o filme não tem nada a ver com a mitologia da série. A série é um reimaginação da história. Seria como ver a série antiga de Battlestar Galactica antes da série. Vale a título de curiosidade e comparação, no máximo.
*antes da série nova.
A cena do Benjamin narrando o pré-acidente seria Oscar-worthy se o Fincher não tivesse arruinado tudo mostrando o acidente propriamente dito.
Não vi Dúvida, mas também não faria esforço para isso. E Lutador realmente ganha pontos pelo belo final.