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Nova Casa

Agora o papo é aqui.

Apelo

Volta logo, Dr. Paul. Tô precisando urgente de uma consulta com o senhor.

Dois Docs sobre religião

Religulous (Larry Charles) – Não espere qualquer tipo de aprofundamento ou grandes linhas de argumentação. O filme consiste em ficar pulando de tópico em tópico (e de religião em religião) toda hora. Tudo que Bill Maher faz é tocar o terror em que acredita em Deus e nos principais dogmas de diversas igrejas (e mesquitas, e sinagogas). Grande uso da montagem (as ‘ceninhas’ colocadas entre as entrevistas são quase tão engraçadas quanto os comentários ácidos de Maher). Não vai fazer nenhum crente virar ateu, mas proporciona boas risadas à quem não leva a existência divina muito a sério. Continuar Lendo »

Filmes do Oscar – 3a rodada

O Leitor (Stephen Daldry) – A Winslet tá foda e o escambau. Mas é um trabalho bem discreto, não é aquela típica atuação vencedora de Oscar, que chama a atenção para si mesma (como o caso de Foi Apenas um Sonho). Mas como a principal rival dela tá fazendo praticamente uma caricatura, acho que o carequinha dela tá garantido.  Já o filme…é um drama, mas não é um melodramão, sabe? É seco, discreto (como a atitude da personagem da Winslet, discrição essa que é essencial pro desenrolar da história). Muito bom de acompanhar. Só o segredo da Hanna que dá pra matar na hora, mas nem é algo que incomode. E sério, deêm um Oscar pro Ralph Finnes de uma vez. E é impossível não quotar o Gervais: “Well done Winslet. I told you, do a Holocaust movie and the awards come, didn’t I?

A Troca (Clintão) – Filme de sequestro, filme de polícia corrupta, filme de manicômio, filme de manicômio, filme de serial killer e filme de julgamento. Esqueci de alguma coisa? Só o Tio Clint pra amontoar esse monte de subgêneros e sair alguma coisa boa. E ele anda cada vez mais ligado à estética de um cinema que não volta mais. Tanto o logo no começo desse (Universal) quanto o de Gran Torino (Warner) são vintage. Uma delícia. Baita surpresa, considerando que o trailer anunciava uma porcaria.

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Roger Deakins – Diretor de Fotografia (8 indicações) – o nível de injustiça com o Deakins está atingindo níveis scorsesianos. Como bem disse o Felipe, o cara já fez filme de tudo que é jeito. Pra ter uma idéia, três dos filmes ‘de Oscar’ de 2008 foram fotografados por ele (Dúvida, O Leitor e Foi Apenas um Sonho). Ano passado ele tinha uma boa chance com o filme que todos sabiam que faturaria Melhor Filme, mas danou do coitado receber duas indicações. Uma anulou a outra e o resto é história.

Alexandre Desplat – Compositor (2 indicações) – faz parte da nova geração. Dado que o Gustavo Santaolla já tem duas estatuetas, eu acho que hora de distribuir a riqueza.

Danny Elfman (4 indicações) – num mundo perfeito, ele vai ganhar no mesmo ano que o Burton e blá-blá-blá. E tipo, nós vivemos em um universo em que até o Hans Zimmer já ganhou um Oscar. Pela nonagésima terceira vez, oremos.

Michael Giacchino – Compositor (1 indicação) – um dos meus prediletos. Tenho todas as trilhas dele no HD e o escambau. O rapaz tem futuro.

James Newton Howard – Compositor (8 indicações) – mais um trilheiro injustiçado, etc. Continuar Lendo »

Alfonso Quaron (2 indicações como montador, 1 como roteirista) – dentro os mexicanos, me parece o mais afinado com os gostos da academia (o cinema do Del Toro tem muitos elementos fantásticos – lembram da derrota dele em filme estrangeiro por Labirinto do Fauno?). Agora só falta ele começar a ser indicado como…diretor.

Christopher Nolan (1 indicação como roteirista) – esse ano não deu. Mas ele já foi indicado pelo roteiro da Amnésia (e foi lembrado pelo DGA pelo mesmo filme). Os próximos filmes-que-não-sejam-Batman dele tem boas chances. Mas se nem O Cavaleiro das Trevas teve força pra entrar, é melhor desistir dos superheróis, pipou.

David Fincher (1 indicação) – uma das maiores interrogações da última década. O cara podia tranquilamente ter sido indicado por Seven, Clube da Luta e Zodíaco. Pior, reconhecer justamente o filme mais fraco da carreira dele pode ter criado um precedente. Na avidez de ganhar uns carecas, o cara pode enveredar de vez para filmes com sabor de pastel de vento. Um perigo.

David Lynch (3 indicações como diretor e 1 como roteirista) – com exceção de Homem Elefante, as indicações de Lynch foram no famoso fifth spot, destinado a diretores com filmes mais autorais e com poucas chances de vencer. Somado ao fato dos filmes recentes dele estarem cada vez mais despirocados (sitcom. de. coelhos.), eu duvido que o tio tenha chances, exceto se resolver fazer mais filmes como A História Real.

Fernando Meirelles (1 indicação) – A favor: diretor sul americano com ar de revelação justamente incensado pela crítica.; já conseguiu um Oscar de atuação pra um atriz de um filme seu; indicado ao prêmio de direção por um filme que não seja falado em inglês (o que não é comum). Contra: o financiamento de seus filmes não vem de Hollywood. Ele pode ser visto dissidente para alguns. Continuar Lendo »

Anne Hathaway (1 indicação) – foi foda catar nomes de candidatas mulheres, hein. A competição do lado feminino é bem mais fraca do que no lado dos homens (só olhar o número de indicações de Cate Blanchett, Kate Winslet e Meryl Streep nos últimos anos que dá pra entender). Enfim, a Hathaway é tão novinha e tão bonitinha que minha sugestão pra ela seria interpretar uma personagem feia e/ou velha que o Oscar vem rapidinho. E também parar de fazer comédias de gosto duvidoso. Eddie Murphy descobriu isso recentemente da pior maneira possível.

Brad Pitt (2 indicações) – Brad Pitt tem cara daqueles galãs que ganham quando estão lá pela casa dos 60 anos mais pelos ‘serviços prestados ao cinema’, do que pela atuação no filme em questão. Mas acontece que o moço anda se esforçando pra encontrar papéis fora do circuito dos blockbusters. O último pipocão rasgado que ele fez foi Sr. e Sra. Smith, em 2005. De lá pra cá ele trabalho com Fincher, Soderbergh, Inaratu, Irmãos Coen, Dominik e Tarantino. Nada mal. Mas o cinéfilo dentro de mim quer que ele ganhe o prêmio por um filme do Fincher (algo melhor que Benjamin Button, obviamente).

Edward Norton (2 indicações) – O cara é dono da segunda melhor atuação sem mostrar o rosto de todos os tempos (a primeira é do Jack Bauer). E ainda tem A Outra História Americana. A Última Noite e Clube da Luta. Fora que o cara foi indicado pelo primeiro filme dele. Não é pouca merda.

Gary Oldman (nenhuma indicação) – um puta de um character actor, com vários papéis maravilhosos. O cara é tão bom que até em blockbusters ele brilha. Exemplos: Harry Potter, Batman (onde ele ta melhor que o Ledger – sim, eu sei). Eu imagino um cenário onde ele ganhe na sua primeira indicação (a la Forest Whitaker). Continuar Lendo »

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