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Archive for agosto \31\UTC 2006

1. Dizem Por Aí… (Rumor Has It..; dir: Rob Reiner; 2005) – 2,5/5

2. O Homem-Urso (Grizzly Man; dir: Werner Herzog; 2005) – 4,5/5

3. O Matador (The Matador; dir: Richard Shepard; 2005) – 3,5/5

4. A Criança (L’Enfant; dir: Jean-Pierre e Luc Dardenne; 2005) – 4,5/5

5. Transamerica (idem; dir: Duncan Tucker; 2005) – 4/5

6. Hamlet (idem; dir: Laurence Olivier; 1948) – 4/5

7. O Gigante de Ferro (The Iron Giant; dir: Brad Bird; 1999) – 4,5/5

8. Lavoura Arcaica (dir: Luiz Fernando Carvalho; 2001) – 5/5

9. Brick (dir: Rian Johnson; 2005) – 5/5

10. Waking Life (dir: Richard Linklater; 2001) – 3/5

11. A Vida de Brian (Life of Brian; dir: Terry Jones; 1979) – 4/5

12. O Novo Mundo (The New World; dir: Terrence Malick; 2005) – 4/5

13. V de Vingança (V for Vendetta; dir: James McTeigue; 2006) – 4.5/5

14. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall; dir: Woody Allen; 1977) – 4,5/5

15. Questão de Honra (A Few Good Men; dir: Rob Reiner; 1992) – 2.5/5

16. Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused; dir: Richard Linklater; 1993) – 4/5

17. Louca Escapada (The Sugarland Express; dir: Steven Spielberg; 1974) – 4/5

18. Tape (dir: Richard Linklater; 2001) – 4,5/5

19. Secretária (Secretary; dir: Steven Shainbeg; 2002) – 3,5/5

20. O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glenn Ross; dir: James Foley; 1993) – 4,5/5

21. Irreversível (Irréversible; dir: Gaspar Noé; 2002) – 3,5/5

22. Casablanca (idem; dir: Michael Curtiz; 1942) – 4/5

23. Sentinela (The Sentinel; dir: Clark Johnson; 2006) – 3/5

24. Gattaca – A Experiência Genética (Gattaca; dir: Andrew Niccol; 1997) – 4/5

25. Sinais (Signs; dir: M. Night Shyamalan; 2002) – 4/5 [revisto]

26. Em Busca do Cálice Sagrado (Monty Python and the Holy Grail; dir: Terry Gilliam e Terry Jones; 1975) – 3,5/5

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Os filmes estão postados na ordem em que eu assiti. O pôster se refere ao primeiro filme do mês. Dizem Por Aì… pode nem ser grande coisa, mas uma foto de Jen Aniston sempre é bem-vinda.

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A Nova Face da Comédia

E a sina continua. Não é que Psych, candidata à ser uma das comédias mais bacanas da nova temporada, também foge do padrão tradicional das sitcoms?

Shawn Spencer (James Roday) possui desde pequeno uma capacidade de observação espetacular. Depois de passar por dezenas de empregos sem conseguir se estabelecer, ele descobre que sua habilidade pode ajudar a resolver crimes. O problema é que, na polícia, ninguém acredita em sua condição. Para conseguir participar das investigações, ele precisa fingir que é um psíquico – o que obviamente é uma zoação com o tanto de dramas sobrenaturais exibidos atualmente.

Roday está ótimo como protagonista. Seus “transes”, onde ele supostamente se comunica com o mundo dos mortos são hilários. E ainda temos Dule Hill (que não perdeu tempo depois do fim de West Wing) como seu parceiro cético/nerd. Hill possui algumas das melhores tiradas do show. Quando perguntado se já foi preso, ele responde: “Claro, no Banco Imobiliário”. Mais correto, impossível.

Completa o elenco Corbin Bernsen, como o pai de Shawn. Fica evidente que o personagem foi colocado na história para dar um background dramático para o protagonista – foi ele que ensinou ao filho o poder da observação, além do relacionamento deles ser conturbado. Pelo menos até onde eu assisti, os momentos cômicos entre a dupla foram limitados. Uma dos aspectos que podem ser melhorados com o decorrer da série.

Já adquirida pelo canal Universal aqui no Brasil, Psych se apresenta como uma das atrações mais divertidas do ano.

PS: a série está sendo exibida durante o verão americano pelo canal USA – o mesmo de The 4400, e, tecnicamente não é considerado “novo piloto”, pois sua primeira temporada já passou da metade por lá.

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O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glenn Ross; dir: James Foley; 1993)

Um dos melhores castings de todos os tempos. É isso que se pode falar sobre Glenn Ross. Ranking de atuações:

1. Jack Lemmon

2. Alec Baldwin

3. Al Pacino

4. Ed Harris

5. Kevin Spacey

De Harris pra cima, estão todos geniais. A direção e o roteiro contribuem pra isso. Todos eles têm, ao longo do filme, pelo menos um monólogo arrebatador. E os enquadramentos de câmera são quase todos planos fechados, cujo principal objetivo é deixar as estrelas exibirem seus trabalhos fantásticos com o menor número possível de interrupções.

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10ª – Esnobada de Rainn Wilson


The Office é a comédia do ano e Steve Carell é o cara. Felizmente o Emmy soube reconhecer isso. Mas porque não indicar aquele que provavelmente propicia o maior número de risadas na série? Só o desempenho dele em Dwight’s Speach já lhe valeria o prêmio uns 5 anos.

9ª – Esnobada de Tichina Arnold


Sou meio suspeito pra falar de Arnold. Basicamente, a personagem dela é uma versão negra da minha própria mãe. O talento que ela tem ao não deixar a personagem não cair na caricatura é notável.

8ª – Esnobada de Prison Break e Peter Stormare


A melhor série nova da temporada 2005-2006. Ponto. E dentre o elenco, Stormare tem mais do que condições para ser indicado. Assista Odd Man Out e você já saberá do que estou falando. Ou alguém acha que interpretar um psicopata religioso (!) é fácil?

7ª – Esnobada de My Name is Earl e Jason Lee


My Name is Earl prestou um grande serviço às comédias, ao mostrar que, para se fazer humor, você não precisa estar num estúdio fechado. As liberdades criativas que o formato de Earl oferece são aproveitadas ao máximo. Narrativa cortada, com uso constante de flashbacks. Todo com um único objetivo: fazer rir. E Lee é um símbolo disso. Sua simpatia ajuda a promover o show.

6ª – Esnobada de Lost e Terry O’Quinn


O mais complexo estudo de personagens já feito em uma série de televisão. Sem falar nos mistérios…E nenhum personagem representa tão bem as duas facetas da série como John Locke, brilhantemente interpretado por O’Quinn.

5ª – Esnobada de Battlestar Galactica


“Série de navinha”? Quem disse que Galactica se resume a isso? As batalhas espaciais e as explosões estão lá. Mas tudo a serviço da história, que trata de valores universais. O próprio Emmy já indicou séries sci-fi durante os Anos 90. É hora de reverter novamente essa condição…

4ª – Esnobada de Kristen Bell

Esse trailer diz tudo. Tem como não amar ela?

3ª – Esnobada de Felicity Huffman e Marcia Cross


Se Desperate Housewives não fez o suficiente para merecer uma indicação, o resto não vale para suas duas protagonistas mais ilustres. Huffman, que consegue extrair toda emoção e humor possível de uma working mom. O caso de Cross é mais complicado, pois sua personagem é muito mais dramática, trágica até. Mas nada que justifique sua esnobada.

2ª – Esnobada de Hugh Laurie


Simplesmente deixaram Deus de fora.

1ª – Indicação de Ellen Burstyn


Não vi o telefilme. Mas precisa? Burstyn foi indicada por uma aparição de 14 segundos. Eu disse S-E-G-U-N-D-O-S. Pra ter uma idéia, ela é creditada como Ex-Lover #3. Tem como acreditar numa coisa desas?

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“Aquaman”

É impossível não assistir o piloto da nova série de Alfred Gough e Miles Millar e não comparar com Smallville. A fonte ainda é superior, mas a única justificativa pra série ser abortada é que a marca Aquaman não é tão estabelecida quanta a do Superman. Tem até um diálogo sobre isso: (pode ser que eu esteja exagerando, é que depois de AD, eu vejo metalinguagem em tudo)

“Qual o seu nome?”

“Isso não é importante.”


Os destaques do elenco são as curvas das personagens femininas. Gough e Millar são os melhores produtores de todos os tempos nesse aspecto. Justin Hartley, que encarna o protagonista é mais ator que Tom Welling (o que não significa muita coisa, reconheço). E Ving Rhames encarna o mestre/asskicker com talento, embora o personagem dele às vezes se leve a sério demais.

Por falar nisso, a série como um todo se leva meio a sério demais. Eles já despejam uma boa parte da mitologia logo de cara. Um dos charmes de Smallville é que a gente vai conhecendo a história aos poucos.

Dentre os pilotos que vazaram, esse é o mais bonito. A cena do Aquaman nadando enquanto o caça passa por cima dele é maravilhosa.

PS: A frase final do episódio – cuja origem é Smallville – me abriu um sorriso de orelha e orelha. E me junto ao coro: Vai a merda, Dawn Ostroff!

PS: Fui só eu que achei a voz da mãe do Aquaman igual à de Martha Kent! Hahahahahaha

“The Black Donnellys”

Dirigido e co-roteirizado por Paul Haggis. A história gira em torno de quatro irmãos, e da relação deles com a máfia local. Não vou falar muito, até porque pretendo rever quando estreiar oficialmente em janeiro. Mas a melhor coisa disparada é o narrador – que só pode ser primo-irmão de Ron Howard. Só ele já é melhor do que Crash. A maneira com que ele brinca com os cenários e personagens enquanto tenta lembrar-se dos acontecimentos é fantástica.

“Studio 60 On The Sunset Strip”

Uau. Uau. Uau. Meu primeiro contato com o trabalho de Aaron Sorkin foi justamente com essa bomba – no bom sentido, claro. Tudo é inspirado.

Começa pela direção (aquele plano-sequência em travelling, viajando pelo cenário é indescritível), segue com as atuações – com direito â Felicity Huffman interpretando ela mesma, como bônus.

Mas o destaque é o roteiro, e seus destaques impecáveis, marca registrada de Sorkin. Destaco dois momentos:

1) “Vamos filmar (o filme) em Vancouver.”

“Não, a cidade não se parece com nada! Nem com Vancouver!”

A piada fica ainda mais engraçada, quando se pensa no tanto de séries e filmes que são atualmente filmadas na cidade.

2) O monólogo de Judd Hirsch, que deve lhe render um Emmy de Ator Convidado. E o mais legal é que eles ainda citam a fonte (o filme Rede de Intrigas).

Se você só puder assistir uma série nova nessa temporada, veja esta!

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Haverá ainda pelo menos mais um post comentando novos pilotos. Mas ainda vai demorar um pouco, pois eu nem vi as séries ainda.

E agora dá licença que eu vou ver mais The West Wing. 😀

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Heroes


Absolutamente promissor. Não é o melhor piloto de todos os tempos, mas o tema e os personagens podem fazer de Heroes uma das grandes séries dessa década. E fico ainda mais esperançoso, sabendo que essa é uma versão ainda crua do episódio, que ainda será retocada. Isso resolverá alguns dos problemas, como a ausência do personagem do personagem do Greg Grunberg (que é um dos protagonistas), o excesso de fade-outs (talvez pra “despistar” sobre algumas das cenas cortadas), e a cena final, que poderia ter sido melhor executada. Tomara que arrumem isso.

E o melhor personagem é o japa. Disparado.

Cotação: 4,5/5

The Nine


Outro filhote de Lost. Mas aqui o enfoque não é o sci-fi – e consequentemente os seus mistérios – mas sim nas relações e interações entre um grupo de pessoas unidas por um determinado motivo (no caso, um sequestro), que é o aspecto que mais me fascina na série de J.J. Abrams.

Piloto interessante. Pode se tornar algo muito bom ou pode se revelar uma porcaria. O twist na cena final foi curioso, considerando os personagens envolvidos. E o elenco não é lá essas coisas – o que não muito bom, já que o importante aqui são os personagens. A única digna de nota é a Kim Raver (AKA Audrey de 24 Horas).

Cotação: 4/5

Jericho

Uma maneira rápida de definir a série é “bomba atômica cai em Everwood”. A cidade-título é de interior, bem bucólica, e as tensões familiares e afetivas correm soltas. Isso tudo antes do Armagedon (?) nuclear. A cena em que o garoto vê o cogumelo radioativo (a mesma usada nessa foto promocional) é belíssima, se é que existe beleza no fim do mundo. Enfim…

E o cliffhanger envolvendo o ônibus de presidiários é instigante.

Cotação: 4/5

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On The Next…post:

Aquaman (foi cancelada antes de começar. E daí?)


The Black Donnellys (só a narração já é melhor do que Crash)

– Studio 60 On The Sunset Strip (ou “Porquê Aaron Sorkin merece ir para o céu?”)

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(Atenção: o texto abaixo contém informações de toda a série, incluindo de seu episódio final. Nada de revelações bombásticas – como em Lost – mas algumas risadas serão desperdiçadas por quem nunca viu a série)

Como começar um texto sobre Arrested Development, a melhor série que ninguém vai assistir de todos os tempos? Sim, porque não conheço ninguém que assista e não goste, e todas os pouquíssimos que acompanha(ra)m são fãs assumidos.

Pra que não sabe, a história da série gira em torno de Michael Bluth, que é obrigado a assumir os negócios da família, depois que seu pai é preso por corrupção. Além disso, Michael (o filho exemplo) tem a missão informal de manter a família unida. Acontece que a tal família é formada basicamente por desajustados. Um dos irmãos é um pseudo-mágico com mania de grandeza, outro é um “bebezão” com mais de 30 anos e seu cunhado é um pseudo-ator cuja homossexualidade está prestes a desabrochar a qualquer momento.

Apesar de todos esses personagens excêntricos, o meu preferido é justamente Michael, pois ele representa justamente o elo do expectador com esse universo bizarro. Nos primeiros episódios da série, eu me sentia angustiado como ele, ao ver a família gastando o dinheiro da empresa daquele jeito – até porque eu sou um pão-duro de marca maior. Numa interpretação muito legal que a Fer fez, é possível dizer que Michael também é a personificação de Mitchel Hurwitz, criador da série, que durante três anos, fez o que pode para manter a série no ar. O choro de Michael (“Aquele robô que precisa comprar mais memória RAM”) é tocante, ao saber que também é o de Hurwitz. Jason Bateman, inclusive, merecia uma indicação ao Emmy só por essa cena. E se ele tivesse sido indicado, Development Arrested poderia ter rendido uma vitória ao ator. E como não gostar de um personagem que namorou Julia Louis-Dreyfus/Elaine/Christine e Charlize Theron, aquela do tio esquisito (“Mr. F!”)?

Mas a série não é só Bateman. Longe disso. AD tem o melhor casting de uma comédia de todos os tempos. Só espero que não aconteça o mesmo que aconteceu com o elenco de Seinfeld e – em menor escala – Friends e todos arrumem emprego logo. Eu quero ver mais de David Cross, Will Arnett, Jéssica Walter e cia o mais rápido possível!

A narração dos episódios é feita pelo ator/diretor Ron Howard. E vou dizer uma coisa, o trabalho dele na série me fará perdoar quaisquer tropeços cinematográficos que ele venha a cometer nos próximos 50 anos. O que começou com uma narração divertida e competente, atingiu níveis absurdos de insanidade (no bom sentido) com o decorrer das temporadas. Ou alguém aqui conhece outro narrador que discute e desmente os personagens durante os episódios? E a discussão que ele teve com um outro narrador no episódio Spring Breakout?


“Due to poor acting, the burden of the story was placed on the narrator. But this inattention to detail was typical of the laziness the show’s narrator was known for. Real shoddy narrating. Just pure crap.”

Além de tudo isso, Howard aparece em carne e osso para dar vida à última cena (e piada) da série.

Mas falar de Arrested Development sem falar de seus roteiros é a mesma coisa que nada. Você que nunca assistiu a série deve estar se perguntando: qual o tipo de humor que a série faz? A resposta é…TODOS. Vale tudo. Desde referências discretas (como o nome do personagem para o qual Tobias fez uma audição em Motherboy XXX), passando pelo óbvio e eficiente humor físico (a mão postiça de Buster caindo a todo o momento) até atingir o mais completo nonsense – ou um homem vestido de toupeira brigando com um jetpack kid tem algo de sutil?

Mas uma das coisas que mais me chamam a atenção em AD é a presença constante de metalinguagem – uma das ferramentas mais fascinantes que podem ser usadas para se contar histórias. E em S.O.B.s isso atinge a estratosfera. O episódio é praticamente um grande apelo para que o show seja assistido. As referências quanto ao futuro da série e as críticas ao “sucesso fácil” de outras atrações são metralhadas numa velocidade notável. No final, Michael revela a razão da decadência da companhia (e da série) em um monólogo desconcertante pela sua franqueza:


“I was going to say that you don’t know who my father really is and that what has happened to us is a great injustice, that we were never really given a fair chance. But that’s not the truth. We’ve been given plenty of chances. And maybe the Bluths just aren’t worth saving, maybe we’re not that likable, you know. We’re very self-centered.
And my father may be the worst of us.”

A series finale é cheia de ótimos momentos, apesar do episódio ter sido corrido demais. A culpa é da FOX, já que a temporada foi drasticamente reduzida (de 22 para 13 episódios). Pensando melhor…a culpa é da FOX? A emissora manteve a série no ar por três anos, quase sempre com uma audiência medíocre. Cada episódio custava aproximadamente dois milhões de dólares, quase a mesma coisa que um de 24 Horas. Não é difícil adivinhar qual das duas dá maior lucro. E até o Emmy ajudou, dando o prêmio logo da cara pro programa – só pra efeito de comparação, Friends demorou oito anos pra ganhar, e Seinfeld quatro. Ou seja, a culpa é, acima de tudo, do público.

Como diria Tobias, em uma fala que cai como uma luva para os fãs da série:

“There are dozens of us! Dozens!”

E pelo jeito vamos continuar assim.

PS: agradecimento especial ao Anderson Vidoni, que me deu aquela força pra assistir a essa obra-prima da televisão.

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