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Archive for 23 de março de 2008

Thank You

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O que separa The Closer de outras séries do gênero é que aqui não há soluções mirabolantes. O que vale é o princípio na Navalha de Occam: a solução é quase sempre a mais simples de todas. Ou seja, na maioria das vezes, o assassino é o mordomo, assim como na vida real. Isso acaba por adicionar uma camada extra de realismo nas histórias.

Não é só isso que torna The Closer tão natural. O próprio elenco evita chamar a atenção pra si mesmo. Até mesmo a incensada Kyra Sedgwick tem uma atuação bem menos explosiva do que poderia se imaginar para uma atriz tão premiada. Tá, ela tem um indefectível sotaque sulista, mas é bem menos indiscreto do que o de um Sawyer ou um Eric Tayler, pra citar dois exemplos. E claro, ela é uma interrogadora brilhante, o que acaba por aproximá-la de outros kickasses dos programas investigativos como Gil Grisson e Gregory House.

Voltando ao realismo do primeiro parágrafo, ele acaba por fazer com que a série transcenda as próprias intenções. Os episódios acabam se tornando contos certeiros sobre a crueldade humana. Em Fantasy Date, não há como não ficar perplexo depois de ver que alguém pode ser tão filhodaputa. E o show seguinte, You Are Here, consegue proeza ainda maior: o vilão do episódio é a pessoa que morre no começo. Ou pelo menos foi isso que eu entendi.

Ah sim, evite assistir se você está se sentindo triste. As poucas piadas espalhadas pelos roteiros não vão fazer você se sentir menos depressivo.

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